2ª Campanha de Conscientização Popular do CMPDA

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*Maíra Eugênia Caralli

O Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Bertioga lançou a sua segunda campanha que trata da toxoplasmose e dos benefícios de se ter um animal de estimação em casa.
A “estreia” da campanha ocorreu durante as feiras de adoção deste último fim de semana, sempre elaboradas e executadas pelas protetoras e conselheiras voluntárias Simone e Juliana, mas os panfletos estarão disponíveis nas clínicas veterinárias, em estabelecimentos comerciais e repartições públicas. Protetores voluntários e entidades também irão colaborar na distribuição.
“A ignorância a respeito da toxoplasmose, até mesmo por uma parcela dos médicos, criou muitos mitos e lendas que causam pânico entre as gestantes e o abandono de gatos. O gato não é o maior culpado pela transmissão da toxoplasmose e o nome ‘doença do gato‘ é injusto: as formas de contágio mais comuns são o consumo de carnes cruas ou malcozidas, água não tratada, leite e derivados não pasteurizados e produtos hortifrutícolas não higienizados e comidos crus.
As fezes de gatos infectados podem conter os agentes que causam a toxoplasmose, mas para uma pessoa ser contaminada ela tem de ingerir esses agentes, ou seja: ‘comer‘ algum alimento que entrou em contato com essas fezes ou levar a mão suja à boca! Ter um gato em casa, brincar com ele ou acariciá-lo não transmite toxoplasmose.
A higiene basta para evitar qualquer doença: não comer carnes cruas ou malcozidas; bancadas, pias e utensílios de cozinha devem ser sempre higienizados; lavar bem frutas, legumes e verduras; lavar as mãos com frequência, mas principalmente após contato com terra, areia e plantas; usar luvas e pá para limpar a caixa de areia ou qualquer outro lugar que os gatos usem para defecar e higienizar periodicamente esses locais. Como a prevenção é o melhor remédio e reduz o medo e o estresse, é conveniente que mulheres grávidas evitem fazer a remoção das fezes e a limpeza. Castrar, alimentar corretamente (sem carnes cruas) e não deixar que ‘passeiem‘ pelas ruas ajudam a manter a saúde dos felinos.
E ter animais de estimação é sempre benéfico: a companhia torna as pessoas mais tolerantes e menos agressivas porque reforçam a autoestima; ensinam a lidar com os fatos da vida como nascimento, reprodução e morte; estimulam nas crianças o desenvolvimento afetivo, a responsabilidade, a compaixão, a disciplina e o respeito ao próximo. Como a convivência intensifica nos humanos a produção das endorfinas (hormônios relacionados ao bem-estar e que melhoram o humor, aumentam a resistência às doenças e aliviam as dores), nas crianças menores de 01 ano o risco de desenvolvimento de alergias e infecções cai pela metade; os donos ficam menos doentes, tomam menos remédios, quando hospitalizados têm alta mais rapidamente e são mais sociáveis; também evita m o isolamento e a depressão dos idosos e estimulam a vida ao ar livre e as atividades físicas.
As crianças portadoras de síndromes (como Down) e de Transtornos do Espectro Autista são especialmente beneficiadas: tornam-se mais comunicativas, interessadas e têm melhor desempenho nas situações cotidianas.”
Agradecemos ao secretário de Meio Ambiente, sr. Godoi, ao sr. Paulo Braga, da Pró Urbe, e aos demais conselheiros do Condema que nos deram os dez mil panfletos para esta campanha e ainda, de lambuja!, mais cinco mil panfletos sobre Posse Responsável. Obrigados nós do CMPDA.      

*Maíra Eugênia Caralli é presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais

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