Ambulatório de Dor visa dar qualidade de vida aos pacientes

Elisabeth, chefe de Seção Médico-Hospitalar, e o anestesiologista Carlos Eduardo

Bertioga é pioneira na implantação do Ambulatório de Dor na rede municipal de Saúde. O atendimento teve início em abril e ainda não conta com um número representativo de pacientes. O objetivo do espaço é levar até a população uma opção de tratamento para esse problema crônico que afeta milhares de pessoas. De acordo com a chefe de Seção Médico-Hospitalar, Elisabeth Consolo, o atendimento é feito no CEME (Centro de Especialidades Médicas), mediante encaminhamento de um especialista. “O tratamento é feito em pacientes que já estão recebendo atendimento por algum médico especialista”, explicou.
Um dos responsáveis pelo atendimento é o anestesiologista Carlos Eduardo Meneguesse Andrade. Ele revela que uma equipe de 5 especialistas iniciou o atendimento visando dar qualidade de vida aos pacientes que já realizam algum tratamento. “A dor é uma sensação individual e subjetiva, relacionadas a sensações desagradáveis”, explicou o médico, que ainda revelou: “Alguns pacientes sofrem alteração de humor e apetite e a dor pode levar à depressão e até ao suicídio”.

Doença
O médico exemplificou, afirmando que muitas vezes é possível controlar a dor do câncer, porém, sem curar a doença. “Isso leva qualidade de vida ao paciente, que vai conseguir trabalhar e realizar todas as atividades e conviver bem com a doença”.

Tratamento
O tratamento da dor é realizado com drogas, como analgésicos, antidepressivos e anticonvulsivantes. Há casos em que se utiliza o PCA (sigla em inglês que significa analgesia controlada pelo paciente). “Nesses casos, o tratamento é feito no hospital”, conta.
Andrade reforça que a dor não é psicológica, mas emocional, por isso, cada tratamento é avaliado. “É um tratamento paliativo, mas cerca de 70% dos pacientes tem um bom resultado”.

Pronto Socorro
O Ambulatório de Dor também visa evitar o atendimento no PS (Pronto Socorro) do município, já que, segundo o médico, 80% dos pacientes referem-se à dor crônica. Com o tratamento correto, ambulatorial, pode-se permitir que o paciente tenha uma vida normal e ainda que seja evitada uma superlotação no PS.

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