Cadeirante cobra acessibilidade em Bertioga

Cadeirante José Lemos tem dificuldade para se locomover pelas ruas e nos ônibus municipais

O cadeirante José Lemos, 55 anos, sofreu um AVC há 15 anos e, desde então, precisa de cadeiras de rodas para se locomover. Mas o desafio é cada vez mais intenso para o morador de Bertioga. Com a ajuda da mulher, ele passa pela cidade entre os carros, já que as calçadas não possuem acessibilidade adequada e a ciclovia é tomada por ciclistas velozes.

Disse ele: “Eu passo no cantinho, mas é mais seguro do que na ciclovia, porque 80% das bicicletas não têm freio, mas os carros têm”. A locomoção nos ônibus municipais não é fácil, segundo explica. “Sempre que eu tento pegar ônibus é uma luta, porque nenhum funciona. O elevador trava e eu acabo sem embarcar”.

Sua cadeira de rodas também não é mais a mesma, por isso, ele fez um apelo para a prefeitura de Bertioga para conseguir uma nova. “Eu pedi primeiro na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, mas eles não dão mais cadeiras, então pedi para a prefeitura, mas eles não me deram uma. Eles me pediram para procurar o Lions Clube, mas eles também não têm”.

Em resposta, a prefeitura de Bertioga explicou que não existe a obrigatoriedade de atender ao morador, mas que está empenhando todos os esforços para ajudá-lo. Segundo a diretora de Proteção Básica Luci Cardia, a Rede Lucy Montoro não fornece cadeiras de roda para pacientes permanentes, apenas para aqueles que estão em reabilitação. Luci explicou que José Lemos necessita de uma cadeira reforçada, difícil de encontrar nas entidades da cidade. “Estamos viabilizando recursos para atender a necessidade do Sr. José Lemos e entraremos em contato com o usuário em breve para solucionar o caso”.

Já a Viação Bertioga, responsável pelos ônibus municipais de Bertioga, esclareceu que, “ao início de cada jornada, diariamente, na garagem, todos os veículos são vistoriados por equipe de fiscalização e o próprio motorista,  e todos os itens de segurança e funcionamento do veículo, incluindo o elevador, são verificados e testados. Ocorre que, durante a operação, o ônibus pode apresentar problemas mecânicos, sendo de imediato recolhido à garagem para reparo e manutenção, retornando em seguida à linha”.

A empresa ainda solicitou que qualquer informação ou necessidade sejam repassadas ao SAC, pelo telefone 3344 3004, das 7h às 19 horas, de segunda-feira a sábado.

Marina Aguiar

Foto: JCN

 

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