Cubatão quer detalhes da pesquisa da OMS sobre qualidade do ar

Gonzalez diz que município não tem caracterizado estado de emergência ambiental desde o final da década de 1980

“Desejamos conhecer e analisar com mais profundidade a pesquisa sobre qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde [OMS], pois os resultados podem variar conforme a metodologia usada e o momento em que foram consultados”, disse nesta terça-feira (27) o secretário de Meio Ambiente de Cubatão, Benito Gonzalez, ao tomar conhecimento dos dados divulgados. Conforme a pesquisa da OMS, Cubatão é a 2ª cidade mais poluída do Brasil, com o registro de 48 microgramas de material particulado em suspensão por m³ de ar. Em 1º lugar está o RJ.
“Cubatão possui uma agência ambiental da Cetesb. Cem por cento das fontes potenciais de emissão são identificadas, monitoradas e estão sob controle e algumas dessas fontes contam com monitoramento on-line “, completou.

Duas estações
Diferentemente da maioria dos municípios brasileiros, por exemplo, Cubatão tem 2 estações oficiais (da Cetesb) medidoras de material particulado na atmosfera, com monitoramento em tempo real e que podem ser consultadas na internet (há um hipervínculo para elas na página principal da prefeitura, http://www.cubatao.sp.gov.br ): a da área industrial e a do centro da cidade. “Consultei agora há pouco o site e a estação urbana tem qualidade boa, enquanto a do setor industrial apresenta índices regulares compatíveis com áreas urbanas de outras regiões do país”, citou Gonzalez, afirmando que pode ocorrer um problema com o método usado na pesquisa, se for comparada uma estação urbana com uma situada em área industrial, onde são adotadas metodologias para prevenção atmosférica. A própria Cetesb, segundo ele aponta em seus relatórios que a qualidade do ar em Cubatão é melhor que a encontrada no Parque Ibirapuera, no centro da capital.

Desde 1980
E o secretário ressaltou ainda que Cubatão não tem caracterizado estado de emergência ambiental desde o final da década de 1980. Uma das razões, afirma é que, principalmente no Inverno, há um trabalho de umectação das pistas nas estradas da região, para evitar que a passagem dos veículos levante poeira, já que esta é uma das causas principais do aumento da poluição atmosférica, atualmente.
Gonzalez também chamou a atenção para o problema ambiental que é a poluição gerada pelas emissões dos veículos, em área urbana.

Das estradas
Segundo ele, Cubatão é vítima desse problema da mesma forma que muitas outras cidades, com o agravante que parte considerável do problema advém das várias estradas que cortam a área urbana, principalmente o congestionado complexo Anchieta-Imigrantes. O secretário lembrou ainda que diferentemente da capital paulista, que pode implantar rodízios de veículos na zona urbana, para reduzir a poluição, Cubatão não pode fazê-lo nas rodovias estaduais que atravessam a cidade, onde a solução apontada são os investimentos já anunciados pelo Estado para evitar os congestionamentos que se formam nas estradas em trechos próximos à área urbana.

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