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Adoção ilegal de recém-nascido é descoberta em hospital

Conselho Tutelar já pediu à Justiça guarda do bebê, que é do sexo masculino

Uma tentativa de adoção ilegal foi descoberta na tarde desta quinta-feira (19), por funcionários do Hospital Municipal de Bertioga. Uma das acusadas acabou sendo presa em flagrante pela tentativa de fraude, enquanto a parturiente permanece internada na unidade hospitalar, sob vigilância policial. Assim que obtiver alta, também será detida. O recém-nascido, do sexo masculino teve a guarda solicitada à Justiça pelo Conselho Tutelar de Bertioga.

De acordo com o B.O. (Boletim de Ocorrência) registrado na cidade, as duas moças entraram no Pronto Socorro da unidade hospitalar, com a grávida já em trabalho de parto. A outra mulher seria a acompanhante. A parturiente disse ser moradora da cidade e alegou ter perdido os documentos. Ela ainda deu o nome falso de P.B.C.T., que, na verdade, era o nome de sua acompanhante e quem adotaria ilegalmente o bebê.

Contradição

Segundo o delegado José Aparecido Cardia, que atendeu a ocorrência, a jovem que se apresentou como acompanhante teria ficado nervosa ao se identificar, fato que chamou a atenção dos funcionários, que acionaram a polícia para investigar o caso. Ainda conforme explicou o delegado, elas teriam caído em contradição. “A parturiente acabou dizendo o seu nome verdadeiro [D.F.L., de 23 anos], dizendo que vivia uma gravidez indesejada e que não tinha nenhum interesse em conviver com a criança. O fato chocou muito, porque ela nem sequer quis amamentar o bebê”, contou o delegado. Cardia ainda informou que D.F.L. já é mãe de outra criança.

Do Jd. Paulista

A outra moça, que pretendia concretizar a adoção ilegal é P.B.C.T., de 34 anos, moradora do Jardim Paulista, em Bertioga. As duas foram presas em flagrante pela tentativa de fraude, sendo que a mãe continua no Hospital de Bertioga, sob vigilância policial.

Guarda do bebê

O recém-nascido, do sexo masculino apresenta boas condições de saúde, de acordo com informações do hospital, onde ele está sendo cuidado. O bebê, inclusive, já teve a guarda solicitada à Justiça pelo Conselho Tutelar de Bertioga.

Pela internet

O início da fraude teria começado há um mês, quando D.F.L., moradora de Belo Horizonte (MG) acessou um site, na internet, que aproxima pessoas que querem adotar crianças. A partir desse momento, as duas teriam planejado a adoção irregular, informou a polícia.

Cesárea

Próxima de ter o bebê, a parturiente veio para Bertioga, com as despesas pagas por P.B.C.T., e se hospedou num hotel da cidade. Na manhã desta quinta-feira (19), as duas deram entrada no Hospital Municipal. O parto foi uma cesárea, realizada às 12h49.

Prisões

Ainda de acordo com dados do B.O., as duas mulheres foram presas por “supressão ou alteração de direito de recém-nascido” e “subtração de incapazes”.

Alta

O Conselho Tutelar do município informou que a previsão é de que a mãe do bebê tenha alta do hospital no domingo (22), quando deverá ser levada à prisão. Já a criança deverá ficar sob os cuidados do Conselho Tutelar de Bertioga.

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