FuABC e prefeitura firmam parceria para conclusão de reforma do Hospital Municipal

Secretaria diz que já fez os investimentos necessários para conclusão da obra

Para conclusão da reforma do Hospital Municipal de Bertioga a prefeitura irá contar com investimento de R$ 400 mil da FuABC (Fundação do ABC), gestora da unidade hospitalar. A informação é do secretário da Saúde, Manoel Prieto Alvarez, o Manolo, transmitida durante audiência pública de prestação de contas trimestral da pasta, que ocorreu segunda-feira (25), no plenário da Câmara. Segundo o secretário, o contrato de prestação de serviço, no valor de R$ 28,8 milhões, estabelece a obrigatoriedade de investimento de R$ 600 mil ao ano. Parte desse valor será utilizada para conclusão da reforma do hospital. “Após entendimentos entre a Secretaria e a entidade, ficou estabelecida a parceria para finalização da reforma”, afirmou Manolo.

Previsões
Ao ser questionado sobre a previsão de término da obra, que foi iniciada em dezembro de 2009 e com entrega prometida para maio do ano passado, o secretário afirmou que o prazo junto ao Ministério da Saúde, é julho deste ano, não sendo possível um novo aditamento. “Com essa parceria, será possível concluir os trabalhos de forma adequada”, explicou. Manolo lembra que a obra, viabilizada por meio de emenda no OGU (Orçamento Geral da União), foi licitada utilizando uma tabela que a CEF (Caixa Econômica Federal) – o agente financeiro – não utiliza, o que gerou conflito na liberação das verbas.

Problemas
Alguns problemas durante a reforma também foram detectados, assegurou. “Não entendemos alguns critérios, como trocar o piso sem trocar o contra-piso”. Segundo ele, outros pontos não foram previstos, como tubulação para gás, móveis e equipamentos.
A Secretaria da Saúde realizou levantamento dos investimentos necessários para o término da obra, de acordo com Manolo, e a FuABC está colhendo orçamentos. “A Fundação vai investir o preço adequado, dentro das normas legais. Esse processo já está quase concluído”, garantiu.

Balanço
Durante a audiência, os profissionais dos vários setores da Saúde fizeram um balanço do número de atendimentos, bem como o relatório de receitas e despesas do trimestre, que vem apresentando equilíbrio, entretanto, com um baixo percentual de investimentos, que está em 1,3%.
O secretário apresentou alguns dados como o percentual de comparecimentos em consultas, que está em 77%. O comparecimento em exames complexos, como ultrassonografia, densitometria óssea e tomografia também é baixo. Segundo Manolo, exames como esses estão disponíveis com menos de 1 mês de espera. “Já detectamos alguns problemas que serão resolvidos”. Ele explicou que o procedimento de marcação de exames não era adequado, o que gerava desencontros. “Vamos informatizar o sistema, o que vai evitar problemas de informação”, concluiu.

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