Hospital Irmã Dulce realiza primeira captação de pulmão

Em 2010, o Irmã Dulce foi o hospital da região que mais notificou possíveis doadores de órgãos em morte encefálica à Organização de Procura de Órgãos

O Hospital Municipal Irmã Dulce, gerenciado pela Fundação ABC, realizou sua primeira captação de pulmão. O procedimento ocorreu dia 17, no Centro Cirúrgico da unidade praiagrandense, a cargo de uma equipe médica do Instituto do Coração (Incor).
Além dos pulmões, foram doados fígado, pâncreas e córneas. Cinco pessoas foram beneficiadas pelo doador, mas nada seria possível sem o consentimento da família. O doador foi um rapaz de 21 anos, vítima de atropelamento, que teve morte encefálica confirmada por exames na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O conforto dos familiares da vítima foi saber que os órgãos ajudaram a salvar a vida de cinco pessoas. “Minha mãe está sofrendo muito, mas (nosso ato) conseguiu fazer outras cinco mães sorrirem”, disse emocionada R., irmã do doador.
Após ser notificada do diagnóstico, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Escola Paulista de Medicina, atualmente chamada de Spot, mobilizou equipes médicas especializadas de hospitais da Capital e região. Do diagnóstico à abordagem da família, o processo obedeceu ao protocolo exigido pela legislação (dispõem sobre o assunto as Leis Federais nº 9.434 e nº 10.211).

Dados
Em 2010, o Irmã Dulce foi o hospital da região que mais notificou possíveis doadores de órgãos em morte encefálica à OPO, fruto do trabalho da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, presidida pela médica Maria Odila Gomes Douglas.
Após sensibilizar as equipes e com isso aumentar as doações, o hospital vem capacitando médicos e enfermeiros da UTI para aprimorar a manutenção vital de doadores e a equipe de cirurgiões, com vista a futuramente proceder captações. Em junho de 2009 a unidade praiagrandense realizou, com sucesso, a primeira captação de órgãos em doador falecido no hospital na gestão da Fundação do ABC.

Família
Uma pessoa, que em vida manifestou à família sua vontade de ser doador, pode beneficiar até 11 pessoas, com órgãos e tecidos. Podem ser doados: córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos e pele, além de artérias. É importante que converse em casa sobre o assunto porque a doação depende da autorização formal dos familiares.

Doador
Nem todo doador é efetivo, o que só ocorre depois de descartadas contraindicações e obtidos resultados favoráveis dos exames sorológicos, para afastar riscos ao receptor. Não podem ser doadores pacientes sem identificação, sem causa da morte definida e outros específicos, como os que têm causas sorológicas e infecciosas não controladas.

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