Pescadores participam de oficinas de geração de renda no Guarujá

Encontro teve boa participação de pescadores

Cerca de 80 pessoas participaram dos primeiros Encontros com Pescadores e Pescadoras voltados aos interessados em alternativa de geração de renda. As ações, realizadas na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), respectivamente, no Perequê e Vila Lígia, deixaram os profissionais animados com a oportunidade oferecida pela Prefeitura de Guarujá. O objetivo das oficinas é instituir as atividades do Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS)
O diretor de Pesca, Aquicultura e Assuntos Náuticos de Guarujá, Ricardo Louzada, ficou otimista com a recepção dos pescadores: “a presença dessas pessoas no encontro mostra que estão interessadas em pelo menos conhecer o programa. É um processo continuado. No primeiro momento, estaremos próximos, dando todo auxílio necessário, e paulatinamente vamos nos afastando”, explicou Louzada, ressaltando que as ações devem começar efetivamente dentro de 60 dias.
Para a superintendente substituta do Ministério da Pesca, Diana Cavalcanti, a criação de uma cooperativa ajudaria a utilização do Caminhão Feira do Peixe: “depende dos pescadores se organizarem para que o uso do caminhão seja gerenciado da melhor forma”.
A representante do Ministério da Pesca explicou que o objetivo do caminhão é beneficiar os pescadores artesanais para que vendam os produtos diretamente ao consumidor. “Toda ação precisa ser trabalhada. Eles já têm uma cultura, e estão sendo apresentados agora a uma cooperativa. A iniciativa deve partir deles, que precisam ter consciência da importância do projeto para a vida de todos”, avaliou Diana.
O pescador Davi Ferreira, de 53 anos, morador do bairro Perequê contou que começou a pescar aos 13 anos, influenciado pelo cunhado, que trabalhava como pescador, e acabou se apaixonando pela profissão. Há três anos ele busca empréstimo para conseguir trocar de barco, mas não consegue: “quero trocar a embarcação de madeira por uma de fibra, mas para isso preciso pegar empréstimo que nunca consigo. Talvez agora eu consiga realizar meu sonho”.
Ferreira tem ótimas expectativas sobre as oficinas. “Espero que alguma coisa realmente saia, sempre é bom saber um pouco mais sobre as coisas. Acredito que vamos colher coisas boas”.
Para o pescador, um ponto que aflige muito as pessoas e o descarte do lixo que ainda é despejado no mar. “Nós (pescadores) sabemos que o mundo está ecologicamente mais correto. Muitos pescadores trazem os resíduos que encontram no mar para jogar no lixo. Antigamente eles jogavam novamente no mar. Hoje todos estão mais conscientes”, finalizou Ferreira.

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