Sacolas plásticas serão extintas de supermercados

Acordo assinado entre o governador, o presidente da APAS e o secretário Bruno Covas (Meio Ambiente) prevê que supermercados deixem de entregar sacolas plásticas

A distribuição de sacolas plásticas derivadas de petróleo está com os dias contados nos supermercados paulistas. Um acordo assinado nesta segunda-feira (09), entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente da APAS (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi, e o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, prevê que até o final do ano os supermercados deixarão de entregar as sacolas derivadas de petróleo ao consumidor. O objetivo é estimular a utilização de sacolas permanentes, como a tradicional “sacola de feira”, reduzindo, assim, o descarte de plástico no meio ambiente. A assinatura aconteceu durante a ‘APAS 2011 – 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados’, na capital.
“Assinamos aqui o decreto dando uma dilatação de 30 dias de prazo para recolhimento do ICMS dos negócios aqui gerados. Assinamos também um protocolo para gradualmente substituir o saco plástico por uma sacola biodegradável ou retornável, que é até o ideal. E assinamos também com o Centro Paula Souza, a criação de uma Fatec inovadora para tecnólogo na área de gestão e cursos rápidos, o Via Rápida para o Emprego, para manipulador de carne, hortifruti, operador de caixa, repositor de produtos, enfim, empregos que hoje o mercado precisa”, afirmou o governador.

Campanha prevista
Pelo acordo, os supermercados promoverão campanha nos próximos meses para estimular a mudança de hábito do consumidor, conscientizando-o para a necessidade de utilizar outros meios para o transporte das compras antes de cessar a distribuição de sacolas. A meta da iniciativa, apoiada pelo setor, é atender uma demanda da sociedade, que está cada vez mais atenta às questões ambientais.
À Secretaria do Meio Ambiente caberá esclarecer, por meio de sua rede de educação ambiental, o prejuízo causado pelo uso das sacolas descartáveis derivados de petróleo. A expectativa é atingir – com informações, sugestões e dicas – as escolas da rede estadual e os órgãos que compõem o Governo.

Alternativa
Se optar pela sacola descartável, o consumidor terá de arcar com o custo de produção da embalagem ecologicamente correta comercializada como alternativa às sacolas de plástico. Feita a partir de amido de milho, ela se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro e estará disponível nos supermercados com valor estimado em R$ 0,19.

Impactos ambientais
O país já produz mais de 500 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima das sacolinhas plásticas), produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD), resultando na produção de 135 bilhões de sacolas. Calcula-se que cerca de 90% desse material, com degradação indefinida, acaba servindo de lixeiras ou viram lixo. Em São Paulo, o consumo mensal está na casa dos 2,4 bilhões, o que corresponderia, em uma conta simplificada, a 59 unidades por pessoa.
O uso das atuais sacolas plásticas descartáveis traz diversos impactos ambientais. Além de ocupar espaço nos aterros, sua produção utiliza grande volume de água e gera resíduos industriais. Há ainda o uso inadequado e descarte na rua, o que leva o material às galerias e bueiros. Isso causa entupimentos e enchentes, polui a água e o solo e traz prejuízo à vida de animais marinhos.

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