Vereadores reprovam contas da ex-prefeita Maria Antonieta

Embora o TCE tivesse emitido aprovado o balanço, os vereadores optaram pela rejeição da matéria

Por 14 votos contra 2, o plenário da Câmara Municipal de Guarujá reprovou as contas da ex-prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), referentes ao exercício de 2010. Embora o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tivesse emitido parecer técnico favorável à aprovação do balanço, os vereadores optaram pela rejeição da matéria.

Os votos contrários vieram dos dois representantes do PMDB no Legislativo, Luciano Tody e Joel Agostinho, que seguiram orientação da executiva municipal da legenda, sob risco de punição em caso de desobediência.

Já o presidente da Câmara, vereador Edilson Dias (PT), não pôde votar a matéria, porque o regimento interno da casa só prevê a deliberação do chefe do Legislativo em caso de empate. Ainda assim, ele fez questão de manifestar sua opinião sobre a reprovação das contas, a exemplo da maioria dos edis: “Eu votaria pela reprovação, exatamente como fiz na análise das contas de 2009, quando não era presidente”.

Votaram pela rejeição das contas os vereadores: Andressa Sales (PSB); Carlos Eduardo Vargas (PSB); Juninho Eroso (PP); Mario Lúcio (PR); Bispo Mauro (PRB); Sérgio Santa Cruz (PRB); Nicolaci (DEM); Pastor Sargento Marcos (PSB); Naldo Perequê (PPS); Ze Teles (PPS); Doidão (PPS); Peitola (PSDB); Nequinho (PMN); e Raphael Vitiello (PSDB).

Outro lado

Por meio de nota, Maria Antonieta disse que, pela primeira vez, um prefeito teve suas contas com sucessivos pareceres favoráveis do Tribunal de Contas: “Dos oito anos de gestão, seis contas minhas já foram apreciadas pelo TCE e todas tiveram pareceres favoráveis (2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014). Esta casa já aprovou as contas de 2009, e a comissão de vereadores que analisou o posicionamento do TCE emitiu parecer favorável. O julgamento aqui é político. Faço minha defesa porque fui eleita pelo povo e para o meio do povo eu voltei porque sou uma educadora, idealista. Nunca me acovardei. Sou uma mulher resiliente, de coragem e fé. É na luta que a gente se fortalece. Se a gente quer ser um bom gestor, tem que se comprometer. O TCE é um órgão sério, criterioso, que analisa in loco e reconheceu a lisura com que tratamos o erário público”.

Da redação

Foto: Divulgação

 

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