Lixo

Coleta seletiva de lixo porta a porta

Materiais descartáveis são recolhidos uma vez por semana no Centro, Maitinga, Vila Agaó e   Indaiá; um ecoponto  funciona em Boraceia Bertioga

Muita gente não sabe, mas Bertioga já dispõe de um serviço de coleta seletiva de lixo reciclável. Os dois caminhões da Cooperativa de Reciclagem de Sucatas União Bertioga (Coopersubert) percorrem as principais ruas e avenidas de alguns bairros para recolher esses objetos, que devem ser colocados nas portas das residências e dos comércios, separados do lixo orgânico. Segunda-feira é dia do Maitinga e da Vila Agaó. Na quarta-feira, é a vez da área central, do Jardim Veleiros até o Jardim Albatroz. E quinta-feira é dia do Indaiá.

De janeiro a junho passado, a prefeitura constatou certa estagnação no volume recolhido, que estava em torno de 45 toneladas mensais. Mas, poucos meses de trabalho de educação ambiental com agentes de saúde, professores e alunos da rede municipal contribuíram para elevar esse volume para 70 toneladas por mês, em setembro passado, inclusive o que é recolhido nos 73 locais de entrega voluntária (LEV) distribuídos pela cidade.

Agora, a Secretaria de Meio Ambiente trabalha na redefinição das rotas percorridas pelos caminhões, e novas ruas e bairros devem ser inseridos a partir de janeiro próximo. Fernando Poyatos, coordenador de planejamento ambiental da SMA, explica que quem mora nas ruas pelas quais o caminhão da Coopersubert não passa “podem entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, pelos telefones 3319 8034/3319 8083 para que, juntos, possamos nos articular para sensibilizar e mobilizar o bairro, para que haja adesão da população, e a gente possa colocar essa rua no roteiro da coleta seletiva”. Ou seja, a coleta precisa atingir determinado volume de material, para que não haja desperdício de tempo, trabalho e combustível.

Além do benefício ambiental proporcionado pela reciclagem de materiais e pela redução do volume despejado no aterro sanitário no qual o lixo da cidade é descartado, aumentando a vida útil daquele local, a coleta seletiva também oferece benesses sociais. Hoje, são 26 os catadores de rua participantes da cooperativa, e que trabalham em melhores condições. E ainda resulta em vantagem financeira para a prefeitura. “O município economiza muito. Esse material seria recolhido pela empresa que faz coleta de lixo, e a prefeitura pagaria por isso, pelo transbordo e pela destinação final no aterro sanitário”, contabiliza Fernando.

Ecopontos

Uma novidade interessante é o ecoponto que começou a operar em Boraceia, no início de outubro, para receber materiais recicláveis, como papel, papelão, plástico, metal e vidro, eletroeletrônicos, óleo de cozinha utilizado, pneus inservíveis e resíduos da construção civil, no volume máximo de um metro cúbico por pessoa. Também se aceita o chamado lixo    volumoso, que, basicamente, são móveis, mas o ideal, observa o coordenador de planejamento ambiental, é ligar para a Secretaria de Serviços Urbanos e agendar a visita do caminhão cata-treco. Vista Linda será o próximo bairro a contar com um ecoponto, entre novembro e dezembro próximos.

Difíceis de descartar, pneus também podem ser dispensados por oficinas mecânicas, bicicletarias e borracharias, diretamente no Centro de Gerenciamento e Beneficiamento de Resíduos, onde a Coopersubert seleciona e condensa os recicláveis para vender. Fica no quilômetro 227 da rodovia Rio-Santos, logo depois da ponte sobre o rio Itapanhaú, em direção ao Guarujá. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16 horas. Só neste ano, o local já recebeu mais de três mil pneus, posteriormente recolhidos pela Cooperativa de Coleta de Pneus (Reciclanip), por meio de convênio com a prefeitura.

Bertioga
Estela Craveiro

Foto: Renata de Brito/PMB

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