A prefeitura de Mongaguá confirmou na segunda-feira (26) o primeiro caso de malária neste ano na cidade. O paciente, José Eduardo Depra, de 46 anos, recebeu o diagnóstico da doença no Hospital Emílio Ribas. De acordo com a prefeitura, outro morador com suspeita é acompanhado pela Administração.

 

Para a esposa do paciente, Fernanda Garcia, os sintomas começaram no fim de março, em que José Depra teve febre muito alta, com intervalo de 48 horas e procurou o pronto socorro de Mongaguá com medo de ser Covid-19 ou dengue. No hospital, os médicos apontaram suspeita de malária. Porém, ao fazerem exame de sangue no paciente, ressaltaram que era dengue e o liberaram.

 

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José Depra foi medicado e mesmo assim, os sintomas não pararam. Diante disso, ele voltou ao pronto socorro e após ir pelo menos três vezes ao local, um dos médicos alegou ser malária. No entanto, de acordo com Fernanda Garcia, apesar do exame clínico, seu marido precisava da confirmação laboratorial, e ficou esperando para ser transferido ao Hospital Emílio Ribas.  A esposa alega que José Depra chegou a receber alta no pronto socorro, após a equipe médica confundir os exames dele com o de outro paciente com um nome em comum.

 

A transferência entre os hospitais foi realizada no meio de abril, onde precisou fazer o exame, contraprova e um terceiro para ter certeza de que estava com malária. Porém, de acordo com Fernanda Garcia, ele recebeu alta e não teve acompanhamento médico. Conforme informações da reportagem do G1, após questionarem a prefeitura, a moradora obteve retorno da secretaria e marcou uma consulta para seu marido.

 

Confira a nota da prefeitura de Mongaguá na íntegra, sobre o estado de saúde do paciente e a afirmação da esposa de que os exames haviam sido trocados.

 

"De acordo com a Diretoria de Saúde, em nenhum momento o paciente foi ou está desassistido. Ao procurar o serviço de saúde, por meio do Pronto Socorro Central, o paciente foi acolhido, medicado, realizou exames, passou por avaliações clínicas, foi internado e monitorado. Iniciou-se uma investigação sobre o caso e o hospital-referência foi acionado. Contudo, após uma nova avaliação clínica, o paciente recebeu alta. Ou seja, conduta médica. Posteriormente, o paciente voltou a procurar o serviço de saúde e, novamente, foi acolhido, avaliado, medicado e monitorado. Enquanto isso, as equipes retomaram o diálogo com o hospital-referência para obtenção da vaga e conquistaram a transferência. Já naquela unidade, outros exames foram realizados e iniciou-se o tratamento. Após isso, o paciente recebeu alta para acompanhamento ambulatorial em seu município. E assim será feito. O posto do bairro em que ele reside teve o desligamento da médica responsável na última sexta-feira [23], sendo que um substituto está sendo providenciado. Neste ínterim, o paciente será consultado nos próximos dias pela médica de outro posto de saúde que, inclusive, detém vasto conhecimento no assunto. Nesta segunda-feira, por sinal, ele já foi acolhido no posto. Na ocasião, a enfermeira responsável examinou, solicitou exames e orientou que ele procurasse o Pronto Socorro, já que apresenta febre persistente. A respeito de outros casos, as vigilâncias Epidemiológica e Sanitária, com a colaboração da SUCEN, acompanham outro paciente, que veio do interior do estado apresentando este diagnóstico e já foi tratado".