O https://appmeuimovel.com/tipo/apartamentos-para-comprar envolve diversas questões: valor da propriedade, quantidade de parcelas e taxas. Dependendo da linha de crédito escolhida ou da instituição, esses fatores podem variar. A Taxa Referencial é uma parte importante desse processo. 

Popularmente conhecida como TR, ela é relevante no mercado financeiro, aparecendo nos financiamentos imobiliários e nos investimentos, como a poupança. Entretanto, nem todo mundo sabe como esta taxa funciona e qual o impacto dela. 

A TR foi criada durante o Plano Collor II, na década de 90, com o objetivo de controlar a inflação. Quando o assunto é crédito imobiliário, essa taxa ajuda a corrigir os valores das prestações do financiamento ao longo do tempo. No entanto, ela também é utilizada para determinar o rendimento de investimentos de renda fixa.

Existem três variações da TR: diária, mensal e anual. O valor da Taxa Referencial diária é divulgado pelo Banco Central. Já o mensal refere-se à correção monetária do período de 30 dias. Enquanto isso, a TR anual está relacionada com o valor da taxa no período de 12 meses.

Os financiamentos imobiliários costumam ser de longa duração, e muitas pessoas optam por pagar as parcelas durante 20 ou 30 anos. Como a economia é instável e passa por variações, é importante que existam ferramentas de correção dos valores anualmente.

Essa é função da Taxa Referencial no financiamento imobiliário: fazer uma correção monetária. Portanto, a linha de crédito costuma ter um percentual de juros e, junto a ele, a TR. Entretanto, vale destacar que, desde 2017, os reajustes da Taxa Referencial estão quase zerados.

Como o percentual da TR está baixo, há uma tendência de não valorizar a sua influência no valor do financiamento. No entanto, sua pequena porcentagem, mês após mês, acaba gerando um impacto significativo.

É possível que, após a quitação da última parcela, exista um saldo residual referente à atualização dos valores da TR. Isso pode ser uma surpresa negativa, pois é mais um valor a ser coberto, possuindo um prazo menor — de 60 dias.

Se a dívida não for quitada neste período, a instituição financeira estende o prazo para 48 horas. Entretanto, se mesmo com a extensão do vencimento, não houver pagamento, o banco pode tomar o imóvel. Ou seja, não adianta pagar todas as parcelas e ficar devendo a Taxa Referencial. 

Nesse sentido, é importante ficar atento, acompanhando os índices e as taxas que estão sendo pagas. Além de ajudar no planejamento financeiro, a ação previne surpresas desagradáveis.

O saldo devedor é o valor do financiamento. Portanto, ao pegar emprestado 400 mil reais do banco, esse é o seu saldo devedor inicial. Com o passar dos meses, essa quantia é corrigida, com base em diversas taxas.

Nem todas as pessoas prestam atenção nas correções que são feitas ao longo do financiamento. Isso pode gerar surpresas desagradáveis durante o pagamento ou até mesmo no final, quando o devedor acha que quitou a dívida, mas ainda há um valor pendente.

Ou seja, um valor X é financiado, mas o preço quitado ao final do processo é Y. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por exemplo, é uma taxa que corrige o total da parcela. Se há valorização da região ou do imóvel, o INCC serve para reajustar o preço da residência, afetando diretamente as parcelas mensais.

Além da TR, este é mais um exemplo de taxa que faz parte de um financiamento. Portanto, é importante estar atento às taxas e entender como os valores podem variar ao longo do tempo.

Analisar o valor das taxas de um financiamento pode ser confuso, mas é fundamental para evitar surpresas desagradáveis. O valor a ser quitado no final do processo será maior que o montante inicialmente solicitado.

Uma forma de se prevenir e conseguir criar um planejamento financeiro consistente é por meio das simulações de como o valor irá se alterar com o passar dos anos. Dessa forma, é mais fácil se programar para o saldo final. 

Ademais, isso ajudará a ficar atento aos pagamentos das taxas, evitando um alto saldo residual refere a elas no final da quitação das parcelas.

Outro ponto importante durante as simulações é analisar diferentes formas de pagamento: alterando o valor de entrada e a quantidade de parcelas. Se a entrada for maior e o tempo de financiamento menor, é possível gastar menos com taxas e juros.