A cidade de Fortaleza, capital do Ceará, é destino turístico para muitos brasileiros e estrangeiros. Pelos aeroportos, desembarcam pessoas de todo mundo. Nas rodoviárias, diversas linhas de ônibus, como a https://www.clickbus.com.br/viacao/expresso-guanabara e Eucatur, conduzem interessados em conhecer as belas praias do local. 

No entanto, recentemente, o cenário mudou. Aeroportos e rodoviárias fechados atuam na prevenção à disseminação do COVID-19, vírus responsável pela epidemia global que se espalhou por diversos países, incluindo o Brasil. 

A capital cearense possui o aeroporto brasileiro com o quinto maior volume de trânsito de voos internacionais. Tal fluxo levou o estado do Ceará a tornar-se o terceiro do país com mais números de casos da doença. 

A cidade de Fortaleza vem ganhando destaque no noticiário como a capital brasileira com a maior taxa de infectados, de acordo com métrica adotada pelo Ministério de Saúde. 

A proporção é de 34,7 infectados a cada 100 mil habitantes. Na cidade de São Paulo, centro urbano mais afetado pelo contágio, o número de incidência é de 30,6 por 100 mil habitantes.

Desta forma, o coronavírus já pode ser encontrado em mais de 90% dos bairros da cidade. O estado do Ceará conta com uma média de duas mortes atribuídas à doença por dia.

Conforme apontam infectologistas, um ponto que deve ser considerado é de que a  alta taxa de incidência em Fortaleza comparada a São Paulo, maior metrópole brasileira, pode ser devido à rapidez em que saem os testes na cidade paulistana.

O grande número de visitantes no estado nordestino deve-se, em parte, à bem sucedida campanha promovida pela Secretaria do Turismo para inserção do Ceará no circuito turístico.

O aeroporto da capital foi ampliado em 2018 e passou a ofertar voos diretos para algumas das cidades mais requisitadas pelos viajantes brasileiros, como Paris, Amsterdam, Miami, Orlando, Madri, Lisboa, Buenos Aires, Caiena e Ilha do Sal.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que, entre 2018 e 2019, o aeroporto de Fortaleza passou de nona para a quinta posição entre os aeroportos com maior trânsito de passageiros internacionais, aproximando-se do fluxo de Brasília. 

Se antes os hotéis contavam com hóspedes de diversas regiões, agora desenvolvem negociações junto aos órgãos governamentais para alocar pacientes que sofrem de outras doenças, desafogando a rede de saúde. Desta forma, os hospitais poderiam focar seus leitos no atendimento de pacientes com coronavírus. 

Outra iniciativa é o oferecimento de hospedagens a preços de custo para profissionais de saúde que foram convocados para atendimento a pacientes com COVID-19. 

O setor é um dos mais afetados com a crise, pois sobrevive da locomoção de pessoas. Em tempos de quarentena e isolamento social, as redes de hotéis também perderam seu público, que participava de eventos e conferências em outra cidade. 

De acordo com a pesquisa desenvolvida anualmente pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo, em parceria com a Oxford Economics, o turismo representou 10,4% de toda a atividade econômica do planeta no ano de 2018. 

Segundo o estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Cielo, só o estado de São Paulo movimentou 40,5% do faturamento nacional com turismo no ano de 2019. 

Boa parte desses visitantes são motivados por grandes eventos que acontecem na capital do estado, como festivais musicais, gastronômicos e automobilísticos. 

Neste cenário, diversas atividades foram adiadas para o segundo semestre. A preocupação do setor é de que, neste período do ano, os hotéis costumavam ter suas reservas esgotadas por causa das férias escolares e festividades. 

Desta forma, entidades como a Associação Brasileira de Resorts (ABR), o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) aguardam resoluções do Ministério do Turismo de demandas apresentadas pelo setor.