Em meio à pandemia do vírus Covid-19, vários serviços foram paralisados, inclusive procedimentos eletivos, como a colocação do DIU (dispositivo intrauterino) no SUS (Sistema Unificado de Saúde). https://www.lojasrenner.com.br/c/feminino/casacos-e-jaquetas/-/N-1qn5lks/p1 , essa notícia traz preocupação, já que a suspensão do atendimento é indeterminada.

Além dos idosos acima de 60 anos e portadores de doenças cardíacas e respiratórias, as gestantes e as mulheres que estão no puerpério — 42 dias depois do parto — também fazem parte do grupo de risco. Por isso, cada vez mais é importante garantir os métodos anticoncepcionais em período de isolamento social.

Ademais, fora a suspensão de procedimentos eletivos, como a colocação do DIU, as mulheres que tomam contraceptivos controlados já não conseguem ser atendidas por seus médicos, que estão priorizando o atendimento aos infectados pelo coronavírus.

Para saber mais sobre o assunto, acompanhe o artigo a seguir e veja o que está afetando o acesso aos contraceptivos em tempos de pandemia. Também confira  como driblar esses empecilhos para se manter saudável.

Para diversas mulheres, evitar uma gravidez em meio à pandemia do Covid-19 é sinônimo de buscar segurança. O Ministério da Saúde declarou que esta é uma decisão individual de cada mulher e sua respectiva família, e que não cabe ao Estado dar nenhuma recomendação desse tipo.

Contudo, autoridades afirmam que quem pretende seguir tentando engravidar durante a pandemia do coronavírus deve ter um acompanhamento antecipado, já que o risco do contágio é grande — determinando complicações na gestação.

Desde que o primeiro caso de coronavírus foi detectado, toda a atenção do sistema de saúde — público e privado — está concentrada no combate ao Covid-19. Consultas médicas ginecológicas, que haviam sido marcadas com dias e meses de antecedência, foram canceladas.

Em muitas unidades de saúde espalhadas pelo Brasil, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, como o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (RJ), quase não é possível encontrar pílulas anticoncepcionais nem camisinhas, apesar da Secretaria Municipal negar o fato. Isso faz com que as brasileiras recorram às farmácias.

A obstetra e ginecologista Melania Amorim, pós-doutora em saúde reprodutiva pela Unicamp e OMS, diz que não adianta pedir para planejar uma gravidez em tempos de pandemia, se o sistema de saúde não consegue ofertar os recursos contraconceptivos.

A ONU (Organização das Nações Unidas) fez um alerta sobre o risco de desabastecimento de preservativos durante a pandemia devido às paralisações de fábricas e circuitos de distribuição no território brasileiro.

A decisão do cancelamento geral de procedimentos para colocação de DIU começou no dia 23 de março. Este é o método contraceptivo mais eficaz disponível no SUS: se comparado com a camisinha, as chances de engravidar são 20 vezes menores, enquanto que, com a pílula, chega a 10 vezes.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 9 das 27 capitais do Brasil não oferecem o DIU como um serviço de atenção à saúde básica da mulher. No entanto, oferecem outros métodos contraceptivos.

Em nota, o Ministério da Saúde declarou que os gestores possuem a obrigação de prover os métodos contraceptivos, embora eles tenham optado por adiar os atendimentos menos urgentes.

Sem receitas ou procedimentos simples, como injeção e DIU, o único caminho encontrado para as brasileiras manterem uma vida sexual segura é por meio de preservativos comprados em farmácias.