Bi-campeã Mundial de Basquete, a Espanha mostrou a que veio e, de quebra, provou que o amor pelo esporte de gigantes vai além das ruas e conquistou o coração do homem com o cargo mais alto do poder executivo do país: o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez.

Apaixonado por basquete desde a infância, Sánchez se encontrou com os jogadores e a comissão técnica da seleção espanhola antes do embarque para a final na China e pronunciou palavras de incentivo à equipe. "No fundo o que se vê é uma continuidade. Tudo isso demonstra que o trabalho está sendo bem feito, sem dúvida nenhuma, pelos clubes de basquete. Desde as categorias de base, desde as equipes menores, às equipes que nos fazem sonhar com o grande basquete que existe na Europa e na Espanha. Olhamos muito para os EUA, mas, sem dúvidas, o basquete europeu é cada vez mais exigente, é cada vez mais forte”, disse o presidente.

A seleção masculina é um ímã de bons resultados: duas pratas em Olimpíadas, três títulos europeus e um campeonato mundial. Dois atletas da seleção espanhola foram eleitos pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) para a lista do quinteto ideal da Copa do Mundo: Ricky Rubio e Marc Gasol. Na lista ainda estão o sérvio Bogdan Bogdanovic, o francês Evan Fournier e o argentino Luis Scola.

Especialista em esportes, a reportagem da Betway Insider conversou comFernando Romay , ex-jogador, prata nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984. Romay tem 2,12 metros e chegou ao Real Madrid aos 16 anos. Permaneceu na equipe por 17 temporadas e possui ainda o recorde de lançamentos bloqueados na história da ACB, com 671.

O astro tem opinião semelhante à do presidente e acredita que o sucesso é explicado por meio da base. "Trabalho que vem desde a base, passando pela formação de treinadores e a organização de competições para todas as idades”, afirmou em entrevista à Betway Esportes, plataforma de apostas online. Romay ainda mandou um recado aos brasileiros: "Vocês têm um Oscar Schmidt e uma grande quantidade de bons jogadores, não entendo como o basquete ainda não desbancou o futebol no Brasil”.

O jogador brasileiro Ricardo Fischer, 28 anos, defendeu o Bilbao Basket por uma temporada e conhece bem o esporte na Espanha. Hoje, ele é armador no Corinthians e foi campeão Pan-americano em 2015. "A gente ficou muito tempo sem ir para as Olimpíadas. Acho que a bagunça que teve na federação se refletia dentro de quadra. Mas agora estamos com um planejamento muito bom feito pelo Petrovic, técnico da seleção”. Sobre a falta de empatia brasileira, ele complementa: "Brasileiro só quer saber de vencer, quem vence. Os técnicos da categoria de base querem preparar o jogador pra vencer e não pensam lá na frente. Precisa melhorar tudo. Estrutura de ginásio, de vestiário, de arbitragem", acrescentou Fischer.

O técnico da seleção feminina de basquete do Brasil, José Neto, concorda com Fischer, mas acredita que há evolução. "Mesmo com pouco dinheiro, a Confederação Brasileira vem fazendo muitas coisas boas. Às vezes, usando até recursos próprios do presidente”.