O Corinthians pagou as três parcelas relacionadas ao Profut que estavam atrasadas, cada uma no valor aproximado de R$ 1 milhão, e regularizou sua situação no programa de refinanciamento das dívidas federais. Agora, o Timão não tem nenhuma pendência relacionada ao ano vigente, o que minimiza o risco de exclusão por parte da Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), responsável por gerir o Profut.

A informação publicada pelo ge foi confirmada pela Gazeta Esportiva.

Ainda há pendências sobre 2020, mas, na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro promulgou a suspensão dos pagamentos durante o período de calamidade pública causado pela pandemia do coronavírus. O efeito da suspensão deixa de valer a partir de 1º de janeiro de 2021 e as parcelas anteriores serão renegociadas.

O Corinthians entrou no Profut em 18 de novembro de 2015 e parcelou R$ 181,769 milhões em 240 vezes (20 anos).

A adesão permitiu descontos de 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos cobrados.

O balanço financeiro do Corinthians referente ao ano de 2020 diz que até a data de 31 de dezembro daquele ano o saldo remanescente desse parcelamento era de R$ 213.726 milhões.

O Profut oferece vantagens, mas pede contrapartidas. E esse é o problema do Corinthians no momento.

Nos últimos anos, o clube tem desrespeitado alguns pontos da Lei 13.155/15, como, por exemplo, a não publicação adequada de balancetes e o não cumprimento de obrigações tributárias, erros que, a visão da atual gestão, são mais simples de resolver, pois dependem apenas de um reajuste da administração.

As questões que preocupam e, inclusive, são abordadas por oposicionistas com frequência no Parque São Jorge, dizem respeito aos déficits financeiros e ao pagamento das parcelas.

O artigo 4 da Lei do Profut prevê que a partir de 1º de janeiro de 2019 os clubes inseridos no programa não podem ter um déficit anual superior a 5% da receita bruta do ano anterior.

Como a receita bruta do Corinthians em 2018 foi de R$ 469.946 milhões, de acordo com a Lei do Profut, o déficit alvinegro em 2019 poderia ter alcançado, no máximo, R$ 23.497,3 milhões. Mas, fechou em R$ 195,4 milhões.

O problema se repetiu na última temporada. A receita bruta do Timão em 2019 foi de R$ 426.382 milhões. O clube, em tese, teria de respeitar o limite de R$ 21.319,1 milhões de déficit, porém, bateu R$ 123,3 milhões.

O artigo 25 da mesma Lei ainda considera como “atos de gestão irregular ou temerária” déficit ou prejuízo anual acima de 20% da receita bruta apurada no ano anterior.

O Corinthians, que fora comandado por Andrés Sanchez no período referido, também superou essa barreira nas duas situações.Gazeta Esportiva