Os motoristas da Viação Bertioga, empresa responsável pelo transporte municipal, entraram em greve nesta sexta-feira, 10 de julho. A paralisação teve início na madrugada, de acordo com um funcionário que preferiu não se identificar, além dos salários, todos os outros pagamentos e benefícios estão atrasados.

De acordo com os grevista nenhum ônibus irá circular nesta sexta-feira e, a partir de sábado, 11, a frota volta a circular de forma reduzida, atendendo a uma liminar da justiça que determina a circulação de 50% dos ônibus em horários normais e 70% nos horários de pico, das 06h as 09h e das 17h as 19h.

As 17h da segunda-feira, 13, haverá nova assembléia para definir os rumos do movimento.

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A empresa, responsável pelo transporte público na cidade de Bertioga e que já vinha enfrentando dificuldades, foi duramente afetada pela crise da COVID-19, com uma perda de aproximadamente 80% do número de passageiros.

VIAÇÃO BERTIOGA

A redação do Sistema Costa Norte de Comunicação entrou em contato com a Viação Bertioga, que enviou a seguinte nota:

O Transporte coletivo foi um dos setores que mais sofreu com a Pandemia do Covid-19, não só no Brasil como no mundo. 

A perda de passageiros passou de 80%. 

Some a isso o fato da suspensão do transporte escolar. 

No último ano a empresa perdeu aproximadamente   um milhão de passageiros, situação também decorrente da participação do transporte ilegal, clandestino na cidade de Bertioga.

O faturamento diário da empresa não ultrapassa a marca de R$ 8 mil reais, valor pífio diante do quadro de funcionários ativos.

Durante a Pandemia a empresa não desligou  nenhum funcionário sem justa causa. 

Mesmo com as aulas suspensas e sem nenhuma previsão de retorno manteve o quadro de motoristas e monitoras.

Não existem verbas de subsídios para a Viação Bertioga pelo governo.

Além disso temos uma defasagem tarifária, problema que se arrasta a anos, com o não cumprimento do que é acordado no contrato de concessão que preconiza  reajustes anuais para permitir o equilíbrio financeiro. 

A NTU estima que metade das empresas de ônibus no país devem falir, gerando uma onda enorme de desemprego.