Entrou em vigor no dia 10 de março a norma que regulariza a venda de medicamentos feitos à base de cannabis em território nacional. Com isso, o Brasil deu um grande passo para entrar em um segmento de mercado que vem movimentando bilhões em todo o mundo. O crescimento do ramo dos produtos feitos com maconha é tão grande, que a tendência já é conhecida como “green rush”, nome que remete à corrida do ouro que agitou os Estados Unidos no século 19.

Para entender melhor o impacto que a regularização destes produtos pode geral na economia, é preciso ressaltar a variedade de opções existentes no mercado. A principal delas é o uso em medicamentos. Tanto o canabidiol (CBD), quanto o tetrahidrocanabinol (THC), dois compostos da cannabis, possuem características terapêuticas muito fortes e que podem auxiliar no tratamento de várias doenças.

Esse foi, inclusive, o principal motivo pelo qual o Brasil regularizou a venda dos medicamentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estima que mais de 13 milhões de brasileiros possam ser positivamente impactados pelo uso dos medicamentos.  Neste site , você encontra mais informações sobre os efeitos benéficos das substâncias encontradas na cannabis e para quais casos o uso é indicado.

A fabricação e venda de itens à base de cannabis já são legalizadas em mais de 40 países. Nos Estados Unidos, onde apenas 33 dos 50 estados permitem estes produtos, este mercado já movimenta enormes quantidades de dinheiro. Lá, é possível encontrar produtos veterinários, suplementos alimentares, cosméticos e até roupas fabricadas com cannabis.

No ano de 2018, em todo o mundo, o segmento da maconha movimentou mais de 18 bilhões de dólares.  No Brasil, o mercado tende a crescer a partir do final deste ano. Por aqui, já existe um grupo chamado The Green Hub , fundado por três empresários brasileiros e que se coloca como a primeira aceleradora de Startups de cannabis do país. De acordo com a estimativa do grupo, nos próximos três anos, R$4,6 bilhões devem ser movimentados no Brasil com a venda dos produtos de maconha.

Por ser um mercado muito promissor, empresas brasileiras de diversos segmentos já estão se preparando para lidar com essa possível nova tendência: importadoras, farmácias, laboratórios, transportadores, entre outras.  Por isso, quem imagina que apenas os pacientes que farão tratamento com cannabis serão beneficiados, está enganado. Os benefícios indiretos também são enormes. Para ter uma ideia, basta observar o exemplo da Flórida, estado norte americano que regulamentou a maconha medicinal em 2017. Em apenas dois anos, foram gerados mais de 15 mil empregos relacionados aos medicamentos, fator que traz melhorias para toda a cadeia econômica.

Além disso, é de se esperar o surgimento de novas profissões e, com isso, novos cursos e especializações. Se tudo correr conforme as expectativas do mercado, o ramo da cannabis movimentará cerca de 194 bilhões de dólares nos próximos seis anos.