Após mais um incidente que obrigou a prefeitura de Guarujá a fechar o Túnel Juscelino Kubitscheck para obras emergenciais da Sabesp, técnicos da empresa foram convocados para uma reunião de emergência na manhã desta quinta-feira, 14, no Paço Municipal Moacir dos Santos Filho. O município notificou a empresa a prestar esclarecimentos formais e estuda as sanções que serão aplicadas à companhia. O túnel permanecerá interditado para veículos até as 6 horas da manhã da próxima terça-feira, 19.

 

O fechamento do túnel se deu em razão do rompimento de tubulação de recalque de efluentes oriundos da Estação de Precondicionamento de Esgotos (EPC), na madrugada desta quinta-feira, 14, durante forte chuva, o que causou rupturas e buracos na cobertura asfáltica do túnel, obrigando a interdição para o tráfego de veículos no local. Logo nas primeiras horas do dia, técnicos municipais foram ao local verificar os estragos e orientar o desvio do tráfego de veículos.

 

Além de notificar a companhia, o Grupo de Trabalho de Fiscalização e Acompanhamento dos Serviços Prestados pela Sabesp em Guarujá, coordenado pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Sidnei Aranha, estuda eventuais medidas a serem adotadas contra a companhia, considerando os recorrentes episódios de manutenções emergenciais de redes da empresa, que acabam interferindo na malha viária da Cidade.

 

Outros órgãos

A prefeitura também comunicou os incidentes ao Ministério Público Estadual, Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), Cetesb e Arsesp, agência que regula o contrato da Sabesp com o Município.

 

“Desde 2017 temos episódios recorrentes de problemas na prestação de serviço da Sabesp em Guarujá. Manutenções mal executadas, extravasamentos de esgoto, interferência no sistema viário, entre vários outros eventos desagradáveis que denotam falta de cuidado nas operações na Cidade”, destaca Sidnei Aranha.

 

Segundo Aranha, há registros de incidentes desde 2017, incluindo uma manutenção no próprio Túnel Juscelino Kubitschek, na primeira semana de janeiro, o que causou longos engarrafamentos na Cidade. “Chegamos ao ponto de as obras de reparo serem paralisadas por falta de peças para a continuidade da manutenção”, complementou Aranha. O titular da Semam não descarta a aplicação de multas à empresa.

 

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Além de membros da Sabesp, participaram da reunião representantes das secretarias municipais de Coordenação Governamental, Meio Ambiente, Infraestrutura e Obras, Planejamento, Comunicação e Relações Sociais, Defesa e Convivência Social e Habitação.