O último ano de isolamento social mudou radicalmente os hábitos de consumo. Ao passo que o mercado de turismo, por exemplo, perdeu grande parte da demanda, outros nichos conquistaram a atenção do público. A falta de encontros casuais ou até mesmo a rotina da quarentena entre casais tornou o mercado erótico um dos que mais cresceu e continua em ascensão. 

 

A Apimentou, marketplace de produtos sensuais, percebeu que itens relacionados à masturbação foram alguns que alcançaram maior destaque desde o início do isolamento social. “A masturbação está cada vez mais em alta e o mercado vem respondendo a altura, com inovações e tecnologia. Além das mulheres, que sempre foram foco principal do segmento, muitos homens vêm se surpreendendo com o mercado erótico, criando uma nova demanda”, afirma o CEO da empresa, Marcelo Maia. 

 

O recorde de vendas, entretanto, continua com um produto tradicionalmente focado no prazer feminino. “O maior sucesso são os vibradores. Desde o início da pandemia, em março de 2020, os itens da categoria triplicaram em vendas e a tendência permanece a mesma para o resto de 2021”, aponta Maia. Porém, o vibrador é seguido por outros produtos que também despertam interesse do público  - como masturbadores masculinos e plugs anais.

 

 

Vibrador rabbit

Um dos itens mais conhecidos do mercado erótico é o vibrador rabbit. O tipo específico de vibrador é um grande sucesso e chegou a estrelar filmes e séries importantes - como a primeira temporada de “Sex in The City”, em 1998, e o longa brasileiro “De pernas para o ar”, de 2010. O grande diferencial do rabbit para os demais vibradores é que o aparelho consegue conciliar penetração com estímulo da região clitoriana, por meio do plug lateral.

 

O nome rabbit (“coelho” em inglês) se deu porque, no primeiro momento, o plug para estímulo do clitóris se assemelhava à orelha do animal, entretanto, hoje o vibrador pode ser encontrado em variados formatos, desbancando diversos concorrentes no mercado. “Muitos vibradores ficaram obsoletos, como o vibrador borboleta, que fez muito sucesso nos anos 2000, mas foi lentamente sendo substituído", afirma Marcelo Maia.

 

Atualmente existem modelos feitos em diferentes materiais - como PVC, ABS atóxico e silicone. O último, por exemplo, pode ser à prova d’água, permitindo o uso do vibrador no banho e na piscina. Além disso, grande parte dos rabbits permite que a usuária controle a velocidade, podendo ajustar a intensidade de acordo com sua preferência. Há também opções que reproduzem movimentos de vai-e-vem automaticamente, junto à vibração, facilitando a masturbação.

 

 

Masturbadores masculinos 

Apesar das mulheres ainda serem o foco de grande parte dos produtos eróticos, cada vez mais, homens se tornam consumidores fiéis do mercado. “Quando falamos de masturbação, a masculina nunca esteve tão em alta. Na pandemia, os homens descobriram que existem produtos que podem ajudar, e muito, na hora de obter prazer”, aponta o CEO da Apimentou. 

 

De acordo com o empresário, essa é uma das justificativas para o aumento não só do consumo de masturbadores masculinos, como também no crescimento da variedade de produtos do nicho. “Fabricantes nacionais e internacionais estão pesquisando formas de trazer mais novidades para o mercado ao longo de 2021 e 2022”, afirma Maia. 

 

No marketplace, já existem itens focados na estimulação do pênis, capazes de simular penetração vaginal e anal ou ainda mimicar a experiência de sexo oral, pela anatomia do produto. Em sua composição, muitos contam com a cyber skin, um material maleável, semelhante à pele humana. Independente da escolha, recomenda-se utilizá-los com lubrificante à base de água, que não danifica o masturbador. 

 

 

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O sucesso do vibrador rabbit abriu espaço para a criação de mais produtos com foco na estimulação clitoriana. Nesse cenário, o sugador de clitóris é um dos itens eróticos mais comentados entre as mulheres. O vibrador é feito para estimular o órgão, que possui mais de oito mil terminações nervosas.  

 

O grande diferencial do produto é a promessa de orgasmos rápidos. Dependendo do fabricante, o tempo para atingir o ápice pode variar entre dois e três minutos. Não à toa, o item chamou atenção de muitas mulheres, inclusive da cantora Anitta, que revelou pelo seu perfil no Instagram, em fevereiro de 2020, que utilizava o sugador com frequência durante sua turnê pelo país. 

 

O funcionamento do produto se baseia em rápidos sopros de ar na região, que se assemelham a uma delicada sucção no clitóris. Esse tipo de estimulação aumenta a circulação sanguínea, acelerando o orgasmo.

Muitos dos itens são feitos com silicone ou ABS, possibilitando que o sugador entre em contato com água. Além disso, o aparelho traz a possibilidade de adaptar velocidade e intensidade da estimulação ou, até mesmo, combina o movimento de sucção com vibrações, intensificando a experiência. 

 

 

Plug anal

O plug anal é um dos produtos mais democráticos do mercado erótico, já que pode ser usado por pessoas de diferentes gêneros e orientações sexuais, tanto como forma de masturbação ou como adicional durante uma relação. 

 

Como o próprio nome sugere, a função do item é estimular o ânus - seja internamente, por penetração, ou externamente, por meio de massagens e vibrações. Por isso, a anatomia do produto se difere dos demais vibradores, já que o foco está na região anal.

É um item indicado tanto para quem já é familiarizado com o prazer anal, quanto para quem quer se aventurar na área. Por isso, existem diversos tamanhos e tipos no mercado - variando por volta de 4 a 13 centímetros. Para os iniciantes, a dica é apostar em modelos menores e, aos poucos, trocar por produtos maiores.

 

Quanto à composição, é possível encontrar plugs anais feitos dos mais diversos materiais: metal, plástico e silicone são alguns dos mais comuns. Assim como em todo o produto erótico, há a recomendação de combinar seu uso com lubrificantes à base de água. No caso da estimulação anal, isso se torna ainda mais importante, uma vez que a área - diferente do pênis e da vagina - não possui lubrificação própria.