No intuito de mudar o comportamento dos banhistas que fazem o descarte incorreto de resíduos, foi realizado em Santos na terça-feira, 3, um workshop inédito para a proposta de estratégias que promovam ações adequadas ao meio ambiente. 

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No encontro, realizado no Lab Procomum – Laboratório Cidadão da Baixada Santista, os participantes tiveram como missão a sugestão de estratégias para a ação. Este é um projeto-piloto inédito, resultado de uma parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) com a Abrelpe, Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, na sigla em inglês) e Agência de Proteção Ambiental da Suécia (Sepa, na sigla original). Também estão envolvidos representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente (Semam), Serviços Públicos (Seserp), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), ambulantes que atuam nas praias, publicitários, urbanistas, designers e entidades que atuam na destinação de resíduos sólidos.

A coordenadora técnica da Abrelpe, Gabriela Otero, destacou: “Precisamos trabalhar o comportamento dos usuários e também a gestão dos resíduos na praia de uma forma que seja conveniente para todos. Pensaremos também no tipo de infraestrutura que deve ser oferecida no ambiente de praia para que as pessoas ajam como gostaríamos para prevenir que o resíduo chegue ao mar”.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, participa do workshop e afirma que “há uma luta permanente pelo lixo fora do ambiente marinho”.

Exemplo

Alguns ambulantes de Santos, conhecedores do comportamento dos frequentadores da orla, propuseram alternativas para que o local, que também é o seu ambiente de trabalho, fique mais limpo e agradável para todos.

Há 5 anos, o comerciante João Cláudio Antunes Solha, proprietário do carrinho Mar&Sol Drinks (conhecido por ostentar bandeiras de diversos países, na Praia da Aparecida) contou ter adotado uma estratégia que ajudou a reduzir a sujeira deixada pelos clientes. Para cada conjunto de cadeiras e guarda-sol, ele fornece uma lixeira plástica. “Também instalei uma bituqueira no carrinho. É motivador fazer parte deste grupo que está engajado em discutir soluções que ajudem a modificar o comportamento dos frequentadores de praia em relação ao lixo”, comenta João.

Desinformação

Em pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com 120 banhistas e 25 ambulantes das praias de Santos, foi identificado que ainda há desinformação em relação a quão poluente qualquer tipo de resíduo pode ser. Há pessoas, por exemplo, que acreditam que a bituca de cigarro não polui, pois se degrada. O mesmo raciocínio ocorre em relação a resíduos orgânicos e materiais biodegradáveis.

Conforme esclarecido pela prefeitura, tanto o cigarro quanto os biodegradáveis são divididos em milhões de partículas que, embora sejam imperceptíveis, muitas vezes estão no ambiente e poluem da mesma forma. Já o lixo orgânico atrai pombos, ratos, baratas e urubus ao ambiente da praia, sendo que os três primeiros animais transmitem doenças ao homem.