O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Hélio Cabral, disse hoje, 4, que a empresa não sabe a origem dos surfactantes (detergentes) detectados ontem, 3, na água bruta da Estação de Tratamento do Guandu (ETA), em Nova Iguaçu. Segundo ele, ainda não há uma conclusão sobre como o produto chegou à estação e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

O gerente de Controle de Qualidade da Água da Cedae, Sérgio Marques, disse que o problema foi pontual. De acordo com Marques, o produto não foi verificado na água tratada que é distribuída à população.

A Cedae retomou, por volta das 9h de hoje, a produção de água tratada na estação de tratamento. A interrupção do serviço foi anunciada no fim da tarde de ontem, 3, após a companhia identificar a presença de grande volume de detergente. 

Segundo o gerente da ETA Guandu, Pedro Ortolano, a parada do sistema foi feita de forma preventiva para que a população não recebesse a água com detergente. “Desde às 3h desta terça-feira, não detectamos mais os surfactantes na água”, disse.

Com a interrupção de ontem, moradores de vários bairros das zonas norte e oeste da cidade não estavam recebendo água. A Cedae informou que, por motivos de segurança operacional, o abastecimento foi retomado de forma gradativa, mas que, em alguns locais, como ruas em lugares altos, o restabelecimento completo pode levar até 72 horas.

No início da manhã desta terça-feira, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e agentes da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro foram à Estação de Tratamento do Guandu para recolher amostras e avaliar a qualidade da água e a quantidade de detergentes.

De acordo com a polícia, dependendo do resultado das análises “poderá ser apurada eventual responsabilidade nas alterações das condições de consumo da água na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro”.