A Embaixada da China no Brasil fez uma declaração acusando o deputado federal pelo PSL Eduardo Bolsonaro de fazer “comentários difamatórios” sobre o país asiático, colocando em risco a boa relação entre a China e o Brasil. A manifestação ocorreu depois que o filho do presidente fez uma postagem nas redes sociais sobre internet 5G acusando o partido que governa a China de “inimigo da liberdade” e sugeriu que o governo chinês violaria informações de empresas e de cidadãos.

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A embaixada chinesa, que é a mais alta representação do país no Brasil, afirmou que as declarações de Eduardo Bolsonaro eram “infames”, e que o deputado estaria acusando o governo chinês e as empresas do país de praticarem “espionagem cibernética” defendendo “a iniciativa dos Estados Unidos de criar uma aliança internacional que discrimina a tecnologia 5G da China. Segundo a embaixada chinesa, as declarações de Eduardo Bolsonaro são “infundadas” e “prestam-se a seguir os ditames dos EUA” com a finalidade de “caluniar a China e cercear  as atividades de empresas chinesas”.   

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A embaixada chinesa afirmou que apresentou uma queixa formal contra Eduardo Bolsonaro nos canais diplomáticos. O órgão relembrou que é o maior parceiro comercial do Brasil há 11 anos seguidos  e que as declarações de Bolsonaro desrespeitam a “cooperação sino-brasileira” e “solapam a atmosfera amistosa entre os dois países”.

O órgão representante da China no Brasil convidou Bolsonaro a “deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar desinformações e calúnias sobre a China’’. Eduardo Bolsonaro também foi convidado pela embaixada Chinesa a “evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil", Alertou a embaixada chinesa.

Após as manifestações da Embaixada chinesa, Eduardo Bolsonaro apagou a postagem.