Um morador do Embaré, bairro nobre de Santos, flagrou uma aglomeração de jovens em frente ao Canal 4, na área de quiosques. A filmagem se deu por volta das 3h30 da madrugada deste domingo, 27. No vídeo é possível observar uma grande quantidade de jovens, espalhados em inúmeros grupos, todos sem máscara, e desrespeitando a distância mínima de 2 metros. Porém, de acordo com o morador que gravou o vídeo, que preferiu não se identificar, os jovens “ouvem música alta e perturbam o sossego dos moradores todo fim de semana”.

A área onde os jovens se aglomeram fica nas imediações da Avenida Bartolomeu, uma área povoada por prédios residenciais que, portanto, é sensível ao som alto na madrugada. Outros moradores da região confirmaram a denúncia do vídeo. Um morador e subsíndico de um dos prédios da área relatou que os quiosques fecham rigorosamente às 1h da manhã, mas os jovens permanecem no local. “A culpa não é dos quiosques, eles obedecem às normas, fecham no horário, mas os jovens permanecem lá até o dia amanhecer”, relatou o subsíndico.

De acordo com este segundo morador, que também optou por não ser identificado, a polícia costuma passar na região, mas não dispersa os jovens. “A polícia vem e fica ali no meio deles. Parece que dando segurança pra bagunça. O quiosque fecha às uma da manhã e a bagunça fica até oito.”

O morador ainda relata que, durante a presença da polícia, "os jovens desligam os sons altos, mas basta a polícia sair da área que eles ligam umas caixas de som enormes, que não deixam a vizinhança dormir".  Ao final do vídeo denúncia, o morador cinegrafista arrasta a câmera da multidão, e mostra que havia duas viaturas da guarda municipal na região e mesmo assim os jovens permaneciam desinibidos no local. A Guarda Municipal, por lei, não pode dispersar multidões ou apreender caixas de som, esta é uma prerrogativa da Polícia Militar, que não se encontrava no local no momento do flagrante do morador.

Esta não é a primeira vez que os residentes da região do Embaré denunciam os abusos dos jovens santistas, ainda mais graves agora, num contexto de pandemia. Há pouco mais de um mês, moradores da mesma região denunciaram o barulho e desrespeito dos jovens.

Na ocasião, a prefeitura de Santos informou, por meio de nota, que a GCM  vinha efetuando o patrulhamento em toda a cidade 24 horas, e que havia intensificado a fiscalização em toda a extensão da orla da praia, em cumprimento as determinações do Poder Público Municipal. E, quanto ao local das farras juvenis, a GCM estaria efetuando ações conjuntas com a Polícia Militar, para cumprimento das determinações legais.

Os moradores relatam que a prefeitura e a polícia sabem do problema, mas não o resolvem. “Não entendo o porquê”, diz o  subsíndico. A prefeitura de Santos, informada de que o problema persiste, não se pronunciou até a conclusão desta matéria.